A atividade física regular e bem orientada proporciona inúmeros benefícios para o portador de diabetes, porém alguns riscos estão associados à prática errônea.

Algumas das mais importantes são: a Hipoglicemia, depende de fatores como quantidade e tipo da insulina, assim como tempo entre a aplicação e o início da atividade e/ou omissão alimentar. Além destes, hipoglicemias induzidas pelo exercício ocorrem de acordo com a duração do exercício e a intensidade; a Hiperglicemia, se o diabético com glicemias superiores a 250 mg/dl e presença de cetona na urina, a atividade física elevará esse valor de glicemia, terminado a atividade com agravamento deste quadro. Porém, mesmo que a glicemia esteja dentro de valores adequados, uma atividade anaeróbia (de intensidade muito elevada) pode desencadear a elevação da glicemia; a Hemorragia retiniana em retinopatia proliferativa, exacerbação de nefropatia e de doenças coronarianas e articulares degenerativas: esses quadros concomitantes à diabetes podem ser agravados se a atividade não for adaptada a este quadro.

“Organização Mundial de Saúde estima que existam 182,5 milhões de casos de Diabetes no planeta”

Conforme SANTEREM (1999), a Diabetes Mellitus é uma das doenças crônicas mais comuns, trazendo problemas tanto de saúde, quanto problemas econômicos. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, em 1997 existiam 142,5 milhões de casos de DM no planeta (36,8 % em países desenvolvidos e 63,2% nos países em desenvolvimento), projetando 154,4 milhões de casos para o ano 2000 e para 2025, 299,9 milhões de pessoas afetadas (76% em países em desenvolvimento). Há uma tendência da prevalência aumentar devido ao alargamento da longevidade e às mudanças de hábitos atribuídas à crescente urbanização.

No Brasil, estima-se haver mais de 5 milhões de diabéticos, projetando-se mais de 11 milhões para 2025. A prevalência do DM na população de 30 a 69 anos é estimada, a partir de dados em 9 capitais (ver tabela abaixo), em 7,6%, porcentagem semelhante a de países desenvolvidos. A doença concentra-se na faixa de 60 a 69 anos (17,43% da população na faixa etária possui DM) e afeta homens e mulheres igualmente. Trata-se da quarta causa de morte no Brasil, com alta taxa de morbidade, além de mortalidade, BRUNO& GOLDANI (1999).

Com a atividade física regular ocorre melhoras no indivíduo portador de Diabetes Mellitus com a prática realizada de forma consciente e bem orientada, possibilitando grandes benefícios ao praticante. Procure um Profissional de Educação Física especialista em diabetes e doenças relacionadas à dispilidemias.

 

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