atividade física na terceira idade

A prescrição de exercícios deve ser individualizada, já que ocorrem alterações morfológicas e funcionais na terceira idade

A importância dos Exercícios Físicos na Terceira Idade

A melhora nas condições ambientais de saneamento básico e alimentação, assim como o controle de doenças infectocontagiosas e a melhora na qualidade de vida fizeram com que a expectativa de vida aumentasse no mundo todo. Também no Brasil houve um aumento significativo da população da terceira idade, o que nos leva a estudar e desenvolver um trabalho com o objetivo de melhorar a vida cotidiana desses indivíduos.

O envelhecimento vem acompanhado de uma série de efeitos nos diferentes no nosso organismo, doenças degenerativas como é ocaso da osteoporose, artrite, artereosclerose e outras, que podem ser amenizadas com a prática regular de exercícios e um cuidado especial com a nutrição.

A prescrição de exercícios deve ser individualizada, já que as alterações morfológicas e funcionais que ocorrem nessa época requerem atenção especial. As atividades físicas mais recomendadas são as atividades musculares e aeróbias de baixo impacto (exercícios com pesos, exercícios musculares com resistência, caminhar, natação, ciclismo, hidroginástica), que estão associadas com um menor risco de lesões muscúlo-esqueléticas. É extremamente importante acrescentar o trabalho muscular, que além de preparar a musculatura para a atividade física, irá prevenir e amenizar a sarcopenia, além disso também irá melhorar a diminuição da massa óssea contornando muitas patologias que surgem com o avanço da idade. A perda da força muscular está associada com instabilidade, quedas, incapacidade funcional e perda da massa óssea. Este trabalho deve ser orientado para que não traga malefícios às articulações e a própria musculatura do idoso.

A atividade física regular na terceira idade proporciona muitos benefícios na composição corporal, neuromuscular, metabólica, postural, articular e psicológica, o que além de servir na prevenção e tratamento das doenças próprias desta idade (hipertensão arterial, patologias coronárias, osteoporose), melhora significativamente a qualidade de vida do idoso, sua independência e integração social. Segundo Dr. José Maria Santarem, as mulheres perdem massa óssea na proporção de 1% ao ano após os 35 anos, o que aumenta o risco de osteoporose. Nos homens o tamanho ósseo também se reduz, mas em menor escala. Há também a diminuição do metabolismo basal em 10% entre 30 e os 70 anos. A massa muscular 25% entre 50 e os 70 anos, sendo mais acentuada com a condição sedentária que a maioria da população leva. Muitos estudos mostram os efeitos benéficos da atividade física sobre a incidência de câncer e na longevidade das pessoas.  Outro fator importante é saber trabalhar com a idade cronológica e biológica dos indivíduos, para que possamos prescrever de modo coerente a atividade física.

O importante, em qualquer caso, é buscar a melhora das capacidades funcionais desses indivíduos e facilitar suas tarefas cotidianas. O respeito a essas pessoas e o amor à profissão são instrumentos primordiais para desenvolvermos um trabalho recompensador.

 

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