Comportamento da Pressão Arterial

Durante o exercício, a pressão arterial sistólica aumenta na proporção direta do aumento do débito cardíaco. A pressão arterial diastólica reflete diretamente a eficiência do mecanismo vasodilatador nos músculos em atividade. Quanto maior a densidade capilar dos músculos esqueléticos, melhor será “acomodação “ do débito e, consequentemente, menor será a resistência periférica. MARSHALL (1994), estudando a vasculatura do músculo esquelético de ratos submetidos a treinamento físico aeróbio, evidenciaram aumento da vascularização funcional, com conseqüente redução da resistência vascular.

VERRIL & RIBISL (1996), mostra o efeito do treinamento físico na hipertensão arterial sistêmica humana. Baseados nos estudos feitos os autores discutem a participação de duas respostas, bem documentadas, ao exercício, que seriam mediadoras da redução da pressão arterial: uma resposta aguda de vasodilatação; e, da mesma forma que o treinamento físico reduz a freqüência cardíaca, em repouso, diminuiria também a pressão arterial de indivíduos hipertensos com resposta cardiovascular hipercinéticas (freqüência cardíaca e débito cardíaco aumentados) em repouso. As duas respostas constituiriam mecanismos de participação da atividade simpática. Em contradição, WAIB & BURINI, discutem que não estão bem estabelecidos os mecanismos que participam na diminuição da pressão arterial pelo exercício. E ainda, afirmam que como efeitos mais importantes mais importantes do treinamento físico, a diminuição da atividade simpática e a redução da resistência à ação da insulina.

As novas técnicas de monitorização da pressão arterial têm permitido a aquisição de maiores informações sobre a influência do exercício na curva da pressão arterial, durante as 24 horas. Essa influência deve ser considerada, segundo PASSARO & GODOY (1996), sob dois aspectos: primeiro, o efeito agudo; e segundo, o efeito crônico. No que diz respeito ao efeito agudo do exercício na curva de pressão arterial nas 24 horas, parece que os exercícios de maior intensidade, ou seja, acima de 70% do VO2 máximo, bem como aqueles de maior duração, produzem redução mais acentuada da pressão arterial. Os indivíduos com hipertensão arterial sistêmica também respondem com diminuição mais intensa da pressão arterial nas 24 horas após exercício agudo. De acordo com SERRA (1999), a redução da pressão arterial ocorre na primeira hora após o término do exercício, outros como ASTRAND, referem queda até 180 minutos depois. MITCHELL (1983), demonstra persistência do efeito durante as 24 horas. esse fato alerta para a possibilidade de o exercício agudo produzir alteração no resultado da monitorização. Por outro lado, o efeito crônico do treinamento na curva de pressão arterial de 24 horas tem dados divergentes, pois, enquanto alguns autores evidenciam redução, outros demonstram aumento da pressão arterial.

Que podemos tomar por nota é que apesar das divergências existentes, um programa regular de atividade física provoca redução dos níveis de pressão arterial nas 24 horas, dependendo da duração, intensidade e freqüência do treinamento. Para podermos comparar valores e direcionar melhor o programa realizado com hipertensos.

 

PRESSÃO DIASTÓLICA
< 85 Normal
85 a 89 Limite superior da normalidade
90 a 104 Hipertensão leve
105 a 114 Hipertensão moderada
> 115 Hipertensão severa
PRESSÃO SISTÓLICA com PD < 90
< 140 Normal
140 a 159 Hipertensão sistólica limítrofe
> 160 Hipertensão sistólica isolada

OMS (JAHNECKE 1974, p. 58)

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